24/08/2012

Vinte e muitos

Agosto passou e veio a largada para meu último semestre de “vinte e poucos anos”. Quando chegar o mês dos aquarianos, completo três décadas de vida. Parece muito para quem vê de fora, pouco para quem vê de dentro. Apesar da aparência mais jovem, parece que o tempo passou rápido demais.
Mas o instante existe e a vida está completa. Graduação, marido, pós-graduação, bebê, casa, funcionária pública concursada. Muito mais do que o esperado para o final desse ciclo. Entre computadores, fraldas, jornalistas, madeiras, livros e noites em claro, vamos escrevendo o capítulo que vem mesmo depois do “Viveram felizes para sempre...”.
Dias alegres, dias tristes. "Felizes quase sempre" na vida real. Mas cada vez mais acredito que a felicidade que todos tanto procuram esteja bem aqui, nas entrelinhas, nessa rotina de realizar um sonho e já começar a planejar um novo.

06/08/2012

De volta


Nove meses e alguns dias. Tempo justo para uma mãe de primeira viagem ficar longe das postagens do blog. O suficiente – uma gestação completa – para que o tempo pudesse gerar uma mãe completa, com todas suas facetas, qualidades e defeitos.
Os últimos meses resumiram-se em descobertas, incertezas, fraldas, cólicas, mamadeiras, noites em claro, sorrisos sem dentes, choro sem lágrimas, crescimento, gargalhadas à toa, palavras sem sentido, primeiras lágrimas, primeiros dentes, engatinhar, primeiro tudo, amor, amor, amor.
Quis Deus que, depois de nove meses vendo a barriga crescer, esta mãe tivesse mais nove meses para ser só mãe. E no meio disso tudo, ainda foi possível encaixar uma monografia de pós-graduação e a preparação para um concurso público, nas horas raras de sono da nova princesa da casa.
O resultado, mais uma vez, foi positivo. No começo de junho, todos os aprovados no concurso público da Câmara Municipal de São José do Rio Preto foram recebidos pelos funcionários mais antigos da casa. Casa, trabalho, bebê, marido. Vai ser mais do que uma dupla jornada.

13/10/2011

Pais e filhos

Pensei em oferecer para a minha filha um último dia de vida intra-uterina bem tranquilo. Não tinha como ser de outra forma. Um bebê com 38 semanas, quase 50 cm e em plena atividade, dentro de uma mãe que nunca chegou aos 50 Kg antes da gravidez.  Ar-condicionado, cama, filme na televisão.
Há três mudanças de lua, a avó torcia por um adiantamento. Mas eu pedi que ela me desse um sinal de que estava pronta, de que essa primeira etapa do seu desenvolvimento não fosse interrompida de forma muito brusca, sem que estivesse mesmo preparada para o mundo aqui fora.
Os guias astrológicos apontam os librianos como pessoas diplomáticas, dispostas a avaliar dois lados de uma situação. A cesárea estava marcada para a tarde do dia seguinte: 30 de setembro. Mas como dita o signo, ela resolveu chegar não muito antes do tempo previsto, nem sem antes avisar.
As contrações de treinamento começaram algumas semanas antes. Poucas vezes no dia, sem dores, só eram perceptíveis porque endureciam a barriga. Nessa quinta-feira, estavam diferentes. Da sessão da tarde até o final do show histórico do Rock in Rio, à noite, começaram a ganhar ritmo e intensidade. Bom sinal para o dia que viria.

“Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.”

Preferi fazer só um lanche. A orientação era de jejum no dia seguinte, horas antes da cirurgia. E, além do mais, ouvir novamente, ao vivo, mesmo que pela televisão, as músicas que alimentaram nossa alma durante toda a adolescência, foi o suficiente para rechear a noite de boas vibrações.
Nessa noite de 29 de setembro, também me lembrei da referência da minha mãe aos santos do dia, que nos chamaram a atenção pelos nomes - Miguel e Gabriel. O primeiro, por ser o nome do meu irmão. O segundo, nome do meu primo, e do qual sempre me lembro ao ouvir essa música do Legião Urbana. Era também dia de São Rafael, um possível nome para o bebê, caso fosse menino, apesar de já haver outros na família.

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.”

E como se a Isabela não pudesse esperar o dia seguinte, a frequência das contrações foram aumentando junto com o ritmo das músicas. Encerrado o show, a contagem: vinham a cada dez minutos. Alerta. Celular do obstetra desligado. Talvez deixasse para a manhã seguinte mesmo.

Mais contrações, agora com uma dor levinha. Nova ligação. Direto para o hospital e, se não fosse nada, voltaria no dia seguinte. Melhor já levar as malas. No caminho, uma noite iluminada pela lua. Na emergência do hospital, fila. Mas não para uma "mulher em trabalho de parto". Só depois desse diagnóstico, por volta das 10 horas da noite, é que veio a ansiedade.

Confirmado. Direto para o centro cirúrgico.

04/10/2011

Bem-vinda

Pedi um sinal para a Isabela. Queria saber se ela já estava prontinha para chegar na sexta-feira. Ela preferiu não esperar mais e chegou um dia antes, às 23h35, com 45 cm e 3,035 Kg.



28/09/2011

Primavera

Nossa flor já está pronta para nascer. Que Deus abençoe esse momento : )

17/09/2011

Divergências


O peso com que eu vou nascer ou o tamanho do hospital
A minha pele rosada ou a maquiagem no rosto da minha mãe
Minhas mãozinhas perfeitas ou a manicure na véspera do parto
O calor de um colo ou a manta de fios egípcios
O peito que me amamenta ou a marca do sutiã
O encontro com Deus no batismo ou a roupa luxuosa
Um sono tranquilo ou lençóis de seda no berço

O que é mais importante?

12/09/2011

Setembro!

Fato: o último mês é o mais difícil.
Há tempos uma noite inteira de sono não existe - preparação para o que vem depois;
As pessoas parecem torcer para o bebê ser prematuro - a mãe é a pessoa menos ansiosa da família;
Ironia do destino: o obstetra que iria fazer o parto quebrou o braço direito jogando basquete. Bem agora;
Algumas sensações do primeiro trimestre voltaram - as menos agradáveis, reforçadas pelo cansaço e peso da barriga;
A previsão é até dia 30 de setembro mas, segundo os palpiteiros, a Isa vem com a mudança de lua, junto com a primavera.