13/06/2011

Na minha época...

 "Não se fazem mais avós como antigamente. "
Ouvi essa conversa em um aniversário de um ano no último sábado. Apesar de terem saído do meio dos convidados para assistir à novela das 18h, as três beldades, que já podem, segundo o RG, ser chamadas de "terceira idade", comentavam sobre os netos. Uma não sabe fazer brigadeiro e pipoca - e nem quer aprender -, a outra não sabe o nome do pediatra. Nenhuma sabe tricotar no sentido literal, só mesmo fazer fofocas no salão de beleza. Não saem de casa sem maquiagem, sem escova no cabelo, que tem que estar bem cuidado, com as luzes da moda. Falando em moda, dá vontade de pegar as roupas delas emprestadas. E a esta altura da minha barriguinha, já estão quase servindo.
Parece que os 60 anos de hoje são os 40 de algumas décadas atrás.  As mulheres não abrem mão de dirigir, de ir a festas, de cuidar da casa e principalmente de si mesmas com essa idade. As próximas gerações parecem ir pelo mesmo caminho. A maioria das minhas colegas de faculdade, por exemplo,  nem está pensando em casamento e filhos. Dizem que ainda estão na fase da "balada". Mas são independentes - trabalham e têm vida própria. Sem generalizar, mas enquanto isso, vejo muitos homens com 25, 30 anos, que continuam dependendo da mesada dos pais e esperam a mãe acordar para fazer o café da manhã.
Será que é por isso que elas estão optando por fazer tudo mais tarde? Para esperar que eles "cheguem lá"?
(desculpem, amigos rssss)

Vovó. A Isabela pode falar com ela por e-mail, mas não peça para fazer um brigadeiro...

Surpresa

Isabela

Origem do nome: Hebraica
Significado: Prometida a Deus

“Sua generosidade já é percebida na infância, desde muito cedo já sabe dividir, entende a necessidade dos outros e sente-se bem ajudando como pode. Liga-se a profissões onde possa exercer este seu lado. Sempre pensando num mundo melhor, não poupa energia ao participar de atividades de cunho social. Busca atividades rentáveis também, mas não sem um propósito de ajudar o maior número de pessoas possível. Sempre à vontade em todos os ambientes, não carrega em si preconceito de qualquer origem. Muito hospitaleira, raramente se fecha no seu mundinho, por isso está sempre disposta a lutar por seus ideais e de seus amigos também. Como são muito levadas pela emoção, às vezes parecem pouco confiáveis em tomar decisões, pois não conseguem julgar com uso da razão. Manter os pés no chão e mais determinação faz com que as pessoas não vejam seus objetivos como utópicos.”

06/06/2011

Etapas

A foto da missa de formatura da turma de Jornalismo - 2004 da UEL apareceu no Facebook neste final de semana. Mantemos o contato pela internet, esporadicamente. O suficiente para saber quem casou, quem teve filhos, quem abandonou a área ou continua apostando nessa profissão.
Nesse dia, véspera do baile de formatura, ninguém mais tinha a ilusão de usar o jornalismo como ferramenta para salvar o mundo. Nesse ponto os professores eram bem claros. O trabalho é pesado, a remuneração geralmente baixa e seria fácil se interessar por outras carreiras.
Mas, nessa época, alguns jornalistas que amavam a profissão ainda eram um exemplo para os formandos. Hoje, há exatamente 10 anos envolvidos com o jornalismo, se contarmos as experiências vividas em Londrina, e depois de quase 7 anos como profissionais, já somos nós os modelos para os que estão em formação.
Na última quarta-feira, a convite de uma professora, participei de um bate-papo com os alunos do 4º ano de Comunicação da Unirp. Não preparei nada para o encontro. Antes de sair, só pensei que deveria me concentrar nos aspectos positivos. O tema era assessoria de imprensa - área que é possível amar e odiar ao mesmo tempo.
Um aluno perguntou se há 10 anos eu já sabia que seguiria essa área. Respondi que, na verdade, nem sabia o que era uma assessoria. Descobri na prática (e sem nenhuma teoria), quando ganhei uma bolsa da faculdade para trabalhar na divulgação de um projeto social da cidade. Aí vi que não precisava mesmo da teoria. Fiquei encantada em poder divulgar o trabalho das senhoras de um bairro carente, que com o projeto aprendiam a costurar e dali tiravam seu sustento.
Percebi, logo no segundo ano de faculdade, que o jornalismo não deveria ser tão ruim quanto os professores falavam. Voltei para o mesmo bairro no último ano, com a finalidade de escrever meu TCC (quase um livro-reportagem) sobre a história daquelas pessoas tão simples e fortes. Entreguei e apresentei o trabalho pouco tempo antes dessa foto abaixo ter sido tirada. Foi aprovado com nota 10, por toda a banca examinadora. E aí eu soube que não seria tão fácil assim me interessar por outra profissão.








 Dez anos atrás, 10 Kg mais magra, etc...