A foto da missa de formatura da turma de Jornalismo - 2004 da UEL apareceu no Facebook neste final de semana. Mantemos o contato pela internet, esporadicamente. O suficiente para saber quem casou, quem teve filhos, quem abandonou a área ou continua apostando nessa profissão.
Nesse dia, véspera do baile de formatura, ninguém mais tinha a ilusão de usar o jornalismo como ferramenta para salvar o mundo. Nesse ponto os professores eram bem claros. O trabalho é pesado, a remuneração geralmente baixa e seria fácil se interessar por outras carreiras.
Mas, nessa época, alguns jornalistas que amavam a profissão ainda eram um exemplo para os formandos. Hoje, há exatamente 10 anos envolvidos com o jornalismo, se contarmos as experiências vividas em Londrina, e depois de quase 7 anos como profissionais, já somos nós os modelos para os que estão em formação.
Na última quarta-feira, a convite de uma professora, participei de um bate-papo com os alunos do 4º ano de Comunicação da Unirp. Não preparei nada para o encontro. Antes de sair, só pensei que deveria me concentrar nos aspectos positivos. O tema era assessoria de imprensa - área que é possível amar e odiar ao mesmo tempo.
Um aluno perguntou se há 10 anos eu já sabia que seguiria essa área. Respondi que, na verdade, nem sabia o que era uma assessoria. Descobri na prática (e sem nenhuma teoria), quando ganhei uma bolsa da faculdade para trabalhar na divulgação de um projeto social da cidade. Aí vi que não precisava mesmo da teoria. Fiquei encantada em poder divulgar o trabalho das senhoras de um bairro carente, que com o projeto aprendiam a costurar e dali tiravam seu sustento.
Percebi, logo no segundo ano de faculdade, que o jornalismo não deveria ser tão ruim quanto os professores falavam. Voltei para o mesmo bairro no último ano, com a finalidade de escrever meu TCC (quase um livro-reportagem) sobre a história daquelas pessoas tão simples e fortes. Entreguei e apresentei o trabalho pouco tempo antes dessa foto abaixo ter sido tirada. Foi aprovado com nota 10, por toda a banca examinadora. E aí eu soube que não seria tão fácil assim me interessar por outra profissão.
Dez anos atrás, 10 Kg mais magra, etc...

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