Sua missão era deixar as unhas das clientes bonitas. Mas ninguém a via só como manicure ou trocava sua visita em casa pelo serviço feito no salão. Muitas vezes, era uma amiga, conselheira ou até mesmo psicóloga.
Não entendia as relações modernas, traições e gente gananciosa demais. Adorava doce de abóbora e conversar sobre qualquer assunto. Há duas semanas, comentou que iria esperar meu convite para o chá de bebê. Fazia questão de estar por perto nesse momento, como esteve no meu casamento e muitos acontecimentos de uns 15 anos para cá.
Trabalhava seis dias por semana, não sei quantas horas por dia, pensando no futuro dos filhos, um adolescente e um ainda criança. Mas a vida dela era em cima de duas rodas. Não tinha medo de sair à noite, na chuva, pegar a BR na volta para casa. Ontem à noite, já perto de casa, alguma coisa deu errado.
Será que ela sentiu medo antes de partir?
Nenhum comentário:
Postar um comentário